sábado, 6 de abril de 2013

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A FÉTIDA FALTA DE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL/EDUCACIONAL



A confluência das ruas José Malaquias com Monsenhor Sabino, no que se concerne à condições sanitária e ambiental, é, literalmente, um caso de polícia. O que os moradores das ruas em tela e outros das adjacentes sofrem com a podridão, infestação de ratos e insetos, vetores das mais variadas doenças, é vergonhoso e desumano por parte dos entes responsáveis.


Quanto se toma a Monsenhor Sabino vindo da 7 de Setembro, logo em seu nascedouro, sente-se já o incômodo do mau cheiro. Chegando ao seu final, no asfalto que dá acesso à rotatória, uma lufada pútrida e asfixiante envolve aos passantes de forma tal, que é como se se jogasse ao rosto um balde de dejetos... E de nada adianta se transeunte não for, mesmo de carro e com os vidros fechados, a sensação é a mesma.

Pergunta-se: Por que por tantos anos a municipalidade permitiu, omitiu-se e fez vistas grossas à triste realidade dos moradores deste perímetro, permitindo-se que uma lagoa – a dos Talos – fosse transformada em uma fossa a céu aberto?

A Lagoa dos Talos, mais do que um manancial que teoricamente dever-se-ia ser protegido, já que existe legislação pertinente, é cenário da história daqui. Em suas margens foi que a tosca cruz de madeira foi fincada e de onde se fundamenta a toponímia do nome de nosso município de Cruz.

Como se não bastasse os esgotos domésticos de dejetos humanos e água seviciada que lhe deságuam, ainda sofre com o criminoso uso de depósito de óleos inutilizados, dentre outros produtos químicos de postos de lavagem e combustíveis.

Ainda lembro com nostalgia, quando menino calças-curtas, por de trás do quintal da “Dona Iracema” do “Seu Manel Mundoca”, debruçado por cima do muro, via-a em seu esplendor. Águas lindamente azuis e límpidas que abrigavam carás, piabas e tucunarés fartamente pescados pelo “Tenim do Zé Antônio”...

Hoje, somente o fétido odor que atesta da governabilidade, a insensibilidade e desfaçatez silenciosa de tantos anos de descaso que é tão abjeta quanto as poluídas águas da outrora bela lagoa, onde juntamente com a falta de educação dos que dela servem-se como se uma imensa fossa comunitária fosse, escancara a falta de consciência educacional tida, já que a ambiental, parece palavra em outro idioma, quiçá, extraterrestre...

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