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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dia do Desportista : homenagem ao BURETA


Neste dia 19 de fevereiro comemora-se o Dia do Esportista, ou dia do Esporte. A origem do Dia do Desporto remete à Lei nº 9.615, de 24/03/1998, a famosa lei Zico, que no artigo 54 cria a comemoração sem uma referência sobre o porquê da escolha da referida data. Porém nesta data tão importante, o Blog ESPORTE E CIDADANIA homenageia, um dos mais importantes, senão o mais importante desportista do município de Cruz, José Arteiro Albuquerque, "O Bureta".  A seguir trecho da monografia apresentada para obtenção da graduação no Curso de Educação Fisica  da Universidade Estadual Vale do Acaraú -UVA, apresentada em Sobral/Ce pelo professor Edvaldo Edson Muniz, que tem um capitulo exclusivo falando sobre este cruzense. 

Bureta: O Craque Dessa Geração

Pelé reinava absoluto, no auge de sua carreira como jogador no futebol brasileiro e um príncipe também despontava no futebol cruzense: Bureta. José Arteiro Albuquerque, destacava também por fazer muitos gols, como Pelé, e apresentava sobretudo elegância em seu futebol. Bureta como ficou conhecido se tornou um ídolo do futebol, reconhecido em todo o norte do estado, um exemplo de atleta a ser seguido.

Desde cedo começou a disputar partidas de futebol no campo Padre Edson, as populares “peladas”. Era “viciado” pelo jogo de bola. Ás vezes, até deixava seus afazeres, para ver uma partida, mesmo sem o consentimento de seu pai, que não entendia o porque do amor daquele menino pelo futebol. Muito  interessado logo tornou-se uma liderança entre os demais garotos do seu time. Participou de várias formações de equipes, quando juvenil, mas seu sonho era jogar num time “bom”, ter prestígio,  ser reconhecido como jogador de futebol. Era seu sonho de infância.

Quando criança, era proibido de jogar no período da tarde pois os meninos só podiam jogar pela manhã. A tarde quem jogava era os adultos. Bureta foi crescendo juntamente com seus amigos do time juvenil. Foi quando surgiu o Cruzeiro e logo Bureta, agora adulto e mantendo as mesmas características de um líder que tinha já quando criança, assumiu o time e o dirigiu, por muitos anos, em sua trajetória de glórias  no futebol de Cruz.

Começou a jogar no Cruzeiro, seu único time, por volta de 1970 até 1982. Quando a equipe não era mais aquele time brilhante. Destacou-se também como excelente jogador de futebol de salão.

Não era um craque driblando, mas em compensação nos outros fundamentos era excelente. Ponteiro esquerdo, de jogadas rápidas, chutava e passava muito bem e uma das melhores características do seu futebol eram os longos lançamentos e cruzamentos que era capaz de executar, colocando a bola mansamente no peito dos seus companheiros atacantes.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pelo amor de Deus parem de fazer com que esses meninos(as) odeiem História!


 Texto : Gleiciane Freitas, Professora de História. 



Você pode ser um “bom profissional” ou se contentar com a mediocridade de ser apenas “mais um profissional”. A diferença está justamente no esforço usado para tornar-se, se não o melhor, pelo menos um dos melhores naquilo que faz. Eu amo a minha profissão e, sobretudo a ciência que escolhi descortinar e usar. Durante anos busquei dominar os saberes necessários para o seu exercício. Vivenciei a dura e lamentável dicotomia da licenciatura versus bacharelado, ensino versus pesquisa. 
Compreendi que só teria êxito na primeira se buscasse pela segunda. Tentei dominar então, o que qualquer profissional da minha área tem a obrigação de saber. Obrigação? É, obrigação! Porque penso que gostar de uma área não é suficiente, é preciso dominar todos os elementos que a constituem.

A experiência é importante, mas se as práticas que a originaram não forem fundamentadas no conhecimento construído historicamente sobre ela, de nada adianta. Essa vontade de ser bom no que se faz pode render algumas vantagens, e me rendeu, porém ajudou também a angariar uma série de olhares desconfiados daqueles que até gostam da ciência com a qual trabalho, mas cujo único erro foi não estudá-la para poder com ela trabalhar corretamente.

O esforço me levou ao mundo da escrita didática, entre mestre e doutores, o meu esforço foi validado num teste em que eu tive que mostrar que entendia sobre didática do ensino de História. E provei.Isso me rendeu um contrato de oito anos com uma das maiores editoras de São Paulo. E eu me pus a escrever e a ensinar. Era minha parcela de contribuição (pelo menos eu achava que era): possibilitar através dos conhecimentos históricos acumulados ao longo dos anos, a construção de esquemas mentais que permitissem aos meus alunos ler o mundo, a realidade que os cerca.

Só que hoje, a indignação me leva a reclamar, porque quanto mais você se aperfeiçoa numa determinada área, mais fácil é reconhecer os erros cometidos por aqueles que adentram nela sem conhecê-la. Vi e continuo a ver os “assassinatos” cometidos principalmente no ensino fundamental no que se refere ao ensino de história, simplesmente porque aqueles que coordenam esse ensino precisam, se realmente querem orientar alguém a ensinar história, no mínimo saber dela.  Coisas simples, mas necessárias:

1º-Existe uma complexidade nesta ciência, como existe em qualquer outra, dessa forma apenas gostar não é suficiente, é preciso formação na área;

2ª O ensino de história local não é mais importante que o nacional, ou vice-versa, eles se completam, eles, em muitos casos, se explicam;

3º Muito mais do que o vômito de informações sobre personalidades locais, é preciso criar situações para que o aluno compreenda a complexidade das relações humanas no fazer histórico.

4º As informações sobre o surgimento da paróquia e da emancipação do município nada servem se o aluno não for preparado para compreender os conceitos estruturantes da disciplina como é o caso do conceito de “tempo”.  São esses conceitos que permitem aos alunos criar esquemas mentais usando os conteúdos históricos para entender a realidade atual.

5º Há diferenças entre o que é fonte e o que é História. A primeira é um instrumento utilizado para a produção da segunda, assim, notícias de jornais por si só não são História, são fontes, e estas também não falam por si só. É o olhar do historiador, metodologicamente preparado para analisá-las que produz o discurso histórico. E pessoas mais velhas capazes de contar história sobre o município não são “historiadores populares”, são fontes orais.

6º - O trabalho com a memória e a noção de "lugares de memória" ultrapassa a simples história das construções de bens tombados pelos poderes municipais.

7º- Leiam sobre “anacronismos”, sobre “historicidade”, "maniqueísmo na história", “verdade histórica”, leiam sobre “fontes históricas no ensino de história”, leiam sobre “produção do discurso histórico”.

Preparem-se, é o mínimo que se espera de alguém que pretende orientar professores a ensinar história.

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domingo, 28 de outubro de 2012

Ensinando mais do que esportes! Ensinando a viver!

Os alunos do Programa Segundo Tempo do Núcleo Cruz 02, na programação do dia da Criança teve um dia diferente, estes fizeram uma visita a Biblioteca Pública de Cruz, e ao Museu Municipal, muito deles nunca tinham visitado aquele local. Curiosos, os alunos questionavam muito sobre as peças do museu. Se "era" de "verdade". Logo em Seguida os alunos, foram visitar o acervo de livros da Biblioteca Municipal. Mas o que tem haver um programa de esportes levar seus alunos ao museu?  
Leia a seguir o que diz o professor João Batista Freire, um homem que entende o esporte da maneira mais ampla possível na formação da vida das pessoas.

“As autoridades responsáveis pela formação de jovens para o esporte, ligadas a governos ou empresas, raramente compreendem que a melhor maneira de formar, inclusive, os atletas de mais alto nível, é ensinar a todos. O Brasil deveria ter um projeto governamental que objetivasse ensinar esporte a todos, sem exclusões, sem discriminações. É terrível para um jovem ver-se discriminado e excluído do esporte após ser comparado com outros de mais talento. Se ensinássemos a todos, além de reconhecer um justo direito que todos têm de aprender esporte, teríamos também, em meio a tantos, aqueles que poderiam ser campeões. Os campeões não poderiam ser o objetivo maior de um projeto esportivo, mas sim o detalhe de um grande projeto de educar um povo. É muito óbvio o interesse das crianças e jovens no esporte. Quando os chamamos para fazer esporte, quase todos querem, entregam-se voluntariamente. Esse é o aluno perfeito, aquele que quer aprender. Ora, se, ao ensinar esporte, ensinássemos também mais que o esporte, isto é, ensinássemos as coisas que serão boas para uma vida independente, teríamos um belo projeto educacional. A realidade é que a esmagadora maioria de quem passa pela formação esportiva nunca será atleta de alto nível. Será gente comum: estudantes, trabalhadores, políticos, artistas. Se forem bem tratados no esporte, serão amigos dele, farão de tudo para que o esporte exista, cresça, faça bem para todos. Essa gente comum que passa pela formação esportiva, compreenderá, com o tempo, que aquilo que aprendeu servirá para muitas coisas: para se divertir no tempo livre, para fazer amigos, para ter mais saúde, para ter uma melhor percepção própria, e assim por diante. São muitos os benefícios para quem aprende esporte tanto do ponto de vista dos benefícios pessoais quanto dos benefícios sociais, esportivos”.


 Assinatura do livro de presença.

A coordenadora da Biblioteca, professora "Rubinha" explicando a história do museu
  

Visita dos alunos ao museu municipal de Cruz

Cédulas de dinheiro, antigas...


Admiração dos alunos pelas peças!!!!!



Fascínio pelos livros.

Olha o que eles encontraram?????




Uma pausa para leitura


Curiosos e leitores


Ainda deu tempo de ler uma historia. Ou parte dela...




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