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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tombado de carinho !

Os alunos do Núcleo Cruz 02 do PST nesta segunda feira dia 15 de julho, fizeram suas atividades nas Praças ao redor da igreja de São Francisco, as duas praças da igreja matriz como é conhecida. O local da escolhido para as atividades deste dia não foi por acaso, como o tema gerador deste mês é NOSSA FAUNA E NOSSA FLORA, os professores do núcleo, aproveitaram e foram visitar o "velho tamarineiro" uma planta tombada e simbolo do município de Cruz. 

Conhecendo um pouco da história do Tamarineiro

Localizado ao lado da Igreja Matriz, com uma idade aproximada de 121 anos, a planta surgiu quando Alexandre Bernardino Albuquerque brocou o terrreno onde hoje se encontra a Praça e a Igreja Matriz e deixou algumas plantas entre elas o tamarineiro que ainda pequenino , mais resistente servia como suporte de uma cerca construída pelo mesmo. Por ocasião da construção da Igreja Matriz a cerca foi retirada, mas ele permaneceu no lugar. O tamarineiro foi usado em fins do século 19 como barracão, onde a sua sombra animais eram vendidos, descansavam, servia também como matadouro, bate papo para as Senhoras além de embelezar a praça era um dos pontos de referência para visitantes. Um dos primeiros a fazer comércio de baixo da árvore foi o Sr. Francisco Vidal. O Tamarineiro já faz parte da paisagem turística da entrada de Cruz. Devido ao incomodo que causa ao tráfego de transportes, já tentaram derrubá-lo, o que foi impedido por pedidos da população que tanto o admiram.
O vigário local da Igreja Matriz de Cruz, Manoel Valdery da Rocha, sempre defendeu o velho tamarineiro como uma árvore histórica inclusive a primeira turma de faculdade de história de Cruz teve como marco principal o “Velho Tamarineiro” colocado em seu livro de colação de grau a poesia abaixo: “Meu velho tamarineiro: Muito mais que centenário / Lá da praça matriz / Ontem, mercado de carne / Local de amarração / Dos animais do novenário”.

 Um abraço no "gigante"

 Roda de conversa inicial, ao lado do simbolo do nosso município (a CRUZ) 


 Montagem do espaço para o futebol


 Escolha dos times


 Jogo de vôlei na praça

 Badminton na grama

 Tenis na calçada da Igreja, é assim nosso Núcleo CRUZ 2


 Abordando o tema gerador, nossa FAUNA, nossa FLORA

 Explicação sobre a planta "simbolo" de Cruz


 Nosso abraço, de todos que faze, o PST, núcleo CRUZ 2


 Ainda teve um lanche!!!!

Hora de volta para casa, mas, amanhã tem mais!!!!!!!!!


ESTE TAMARINEIRO QUE HOJE FOI VISITADO PELAS CRIANÇAS DO NÚCLEO DE ESPORTE EDUCACIONAL CRUZ 02, É CANTADO EM VERSO E PROSA. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

FIGURAS COMUNS – ESTEREÓTIPOS DE UMA NOVA CRUZ


Sempre próximo a um infernal “paredão” tem um gordinho de boné e copo à mão, desconjuntadamente tentando dançar com os braços aberto e o corpo em cruz e compulsivamente aumentando e diminuindo o volume para anunciar que é o dono da parafernália...

Na Afonso Fontes, comum ver-se magrelinhas quase adolescente ainda, com suas canelinhas finas e exíguos glúteos que não sobram nos mini shorts, fazerem poses com o metálico sorriso dos aparelhos ortodônticos em grupos para a postada na rede, que qual droga, tomou-lhes a razão da realidade ao ponto de andarem como zumbis sem notar que estão na rua, e não na tela do celular...

Pela 7 de Setembro, em desatada velocidade, um sem número de malucos – bem jovens ainda - sempre à noite e aos olhos complacentes da composição da PM, arriscam o seu bem maior: a vida...

Nos INTA’s e FLF ‘s da vida, o atesto de que a educação superior hoje é uma realidade, como realidade também o é, que neste nosso município o poder aquisitivo das famílias é visível na capacidade de se honrar as absurdas mensalidades das faculdades particulares – constatação também evidenciada na admirada forma de vestirem-se que não se repete, muito embora, a ocasião seja de apenas tomar o “busão universitário”...

O crescimento econômico vertiginoso da população nossa é reluzente tanto quanto reluz a quantidade per capta de “railuques”, ou mesmo, no inflacionado mercado imobiliário daqui, em destoada realidade de que um simples terreno para um cubículo custar mais do que um apartamento na Washington Soares...

Nas missas dominicais, o grisalho predominante corrobora a certeza de que algo novo deve surgir em nossa Igreja, para que o reflexo da Palavra seja reverberada na espiritualidade dos católicos de IBGE, bem mais do que a rede social que se tornou presente e contagiante no ato liturgico, onde deveria ser a Santa Eucaristia...


domingo, 2 de junho de 2013

Por uma pequena diferença, Cruz perde o "Desafio" em 2013


A importância da prática regular de atividades físicas orientada por um profissional e uma alimentação saudável, é o "elixir" da longevidade da vida. E isso não é nenhuma novidade. Com o o objetivo de inserir maior numero de pessoas na pratica, de pelo menos, 15 minutos de exercício físico é o principal objetivo do SESC que coordena o Dia do Desafio, o dia da atividade física, data esta, que acontece anualmente sempre na ultima quarta feira de maio.  Mas, como todos os anos fica a pergunta, é depois do dia "D"? O importante é que este dia seja o incentivo que faltasse para você começar a se exercitar. 
Será que você se "mexeu" na ultima quarta feria dia 29 de maio?( é que não fique somente neste dia). Se você não tiver se "mexido" foi uma pena... O município de Cruz que participa do "Desafio" pela 5ª vez e vinha invicto, porém por uma diferença muito pequena, perdemos a invencibilidade... Se você tivesse feito pelo menos 15 minutos de exercício físico, e informado para os organizadores, teríamos mobilizado mais pessoas que a cidade gaucha de Sarandi, perdemos apenas por 0,53% (fonte: SESC-SP).  Porém, temos muito o que comemorar sim, principalmente os profissionais de Educação Física, este ano foi mobilizado 39,22% da população cruzense,  7,22% a mais que no ano passado, (fonte: SESC-SP), recorde de mobilização. Podemos até ter perdido o Desafio para a cidade de Sarandi(RS), mas ganhamos em qualidade de vida. Que continue as atividades físicas, durante todo ano, pois, assim ganha Cruz, ganha você.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Núcleo de Esporte Educacional Cruz 02, de "cara nova"

Durante a segunda e a terceira semana de maio de 2013, um mutirão de alunos, e professores do Núcleo Cruz 02 se reuniram para da uma nova "roupagem" a quadra poliesportiva da EEIF Constância de Sousa  Muniz, local onde acontece as atividades do Programa Segundo Tempo, de acordo com o professor Edson Muniz, este trabalho era preciso pois na quadra não tinha, como ministrar aulas de basquetebol, pois agora no 2º ciclo este esporte vai fazer parte das atividades, e as linhas que demarcam a quadra de futsal não existiam mais. "Os alunos nem sabiam quando a bola saía do jogo." palavras do professor Aristides Pinto. Aproveitando a temática, sobre reciclagem, foi construído tabelas e redes para as cesta do basquete com material reciclado (aro de moto, e tampinhas de garrafas PET). "Mas realizei um sonho, fizemos a quadra de basquetebol para crianças e não para adultos em miniatura, colocamos as cestas mais baixas, quadra menor, tudo adaptado para o tamanho das crianças." Comentava todo sorridente Edson Muniz. Para a pintura da quadra a Secretaria da Educação de Cruz, na pessoa do secretario Pedro Fernandes doou as tintas, e pinceis. A pintura das linhas foram feitas pelo monitor Aristides, e os alunos fizeram a festa confeccionando os "sarrafos" das cestas, pintando os pneus, "pois colocamos uns balanços, pintaram umas garrafas pet, para brincar depois", frisou professor Edson. As demarcação das quadras, foram; de Futsal, basquete e duas quadras adaptadas de tênis. Quem quiser participar das atividades, é só ser aluno de escola publica, ter de 07 a 12 anos e procurar o núcleo.   

 Pintura da demarcação do futsal...

 Aqui era aula de regras, tamanho da quadra, e os alunos ajudando...

 A pergunta mais ouvida nestes dias, "tio posso pintar também?"

 Pintura da demarcação da quadra de basquete (azul)


 Pintura dos postes do volei, feita pelos alunos.

 Primeira mão da pintura das tabelas foi feita pelos alunos.

 Para pintar os pneus tinha até fila.


 Uma coisa que não faltava era "fiscalização"... falta pintar ali, ei... pingou no chão.



 Os alunos com tampinhas fizeram as redes do aro do basquetebol

 Os retoques, os professores faziam

 Colocando as cestas nos aros...

 Tudo colorido...

 Depois de pronto!!!!

Material alternativo para as brincadeiras. Rafael pita direito, não vá se pintar... (o mais difícil)

Ja podem jogar



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Ex-aluno do PST, volta para o Programa, agora para da aula de BREAK.

 No primeiro convenio do Programa Segundo Tempo em Cruz, em 2009  2010, foram atendidos 200 crianças e jovens, em um único núcleo, numa parceira com a Secretaria Municipal da Educação, tínhamos o Programa em 04 escolas, 03 na sede e um a escola do interior. Neste período Fernando era aluno do Programa, o convenio acabou... Fernando cresceu (não muito), mas se dedicou uma das suas paixões, a dança, hoje Fernando tem um grupo e faz apresentações e difunde uma dança pouco conhecida; o BREAK.
"No começo, o break era dançado como uma especie de manifestação de jovens para não entrar nas gangues de Nova Iorque principalmente nos quetos isso na década de 1970." Afirmou Julio Cesar, o "By Boy" como é conhecido no grupo.  Na primeira semana do mês de maio a dupla fizeram uma apresentação para os alunos do Núcleo Cruz 02, onde firmaram uma parceria, que a partir de junho, todas as 4ª feiras eles vão vir para o núcleo, ensinar uns passos para os alunos. Imaginem a alegria dos alunos.  

Veja a apresentação no Núcleo, clicando AQUI


 Conhecendo o Break
Fonte: BrEaK

Break, também conhecido como B-boying, parece estar diferente de todas outras espécies de danças. As Africanas que trouxeram o ritmo. A influência de dança Africana dentro do Break está completamente óbvia, não unicamente por causa da "danças de círculo". Também a expressão B-Boying provavelmente originado da palavra africana "Boioing" que significa "pulo, salto". Já nos anos 50 existindo também uma dança especificada Lyndi Hop (também conhecido como Jitterbug dança difícil e saltitante) que inclui uma seqüência onde os homens deixam as mulheres de lado e dançava mutuamente com rotinas e passos. Assim acredita-se que havia uma influência direta dessas danças para o Break, Assim como também influênciaram outras danças, com dança do Tap, Salsa, Afro-cuban e danças Nativas de Americano. Até mesmo o Charleston (dança dos anos 20) que é conhecido como o "Charlie Rock" foi integrada dentro Break.



 Fernando é o que apresenta em destaque, e marcado com as setas

 Os alunos gostaram bastante

Agora querem aprender a dançar Break...


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segunda-feira, 22 de abril de 2013

COTIDIANANDO POR AÍ... VILA OLÍMPICA E A REFLEXÃO DOMINICAL


VILA OLÍMPICA

A tarde era convidativa para conhecer as instalações da Vila Olímpica daqui após as últimas complementações. E o que vi, fiquei embasbacado... Realmente é um projeto grandioso sem similares por estas bandas de cá ou de lá. Como cruzense que sou, o orgulho beirando o ufanismo tomou-me conta. Impressionante as instalações. Como impressionante também é a escancarada falta de acabamento e conservação.

Conseguir um equipamento esportivo desta magnitude é tão dispendioso politicamente, como dispendioso também o é a sua manutenção...

REFLEXÃO DOMINICAL

Ir à missa domingo à noite é um momento, além do enriquecimento espiritual, sempre se ter a oportunidade de deleitar-se com as profundas e conceituais homílias do pároco local.

A de ontem, voltada aos jovens crismandos; nosso vigário, de soslaio, incutiu nos presentes a realidade promíscua da juventude e dos não tão jovens mais. Sobretudo, quando a questão é a sexual. Não é de hoje que nossa cidade é vista por nossas irmãs circunvizinhas, como a que tem uma praça self service, e, o atesto está na constatação de uma cidade tão pequena contar com seis motéis e um outro em construção.

Impressionante, para não dizer triste...

domingo, 14 de abril de 2013

BANCOS NO BRASIl: INSEGURANÇA E LUCRATIVIDADE


Que nós nos preocupemos pela escalada da bandidagem que trem grassado por estas bandas de cá e de lá, é compreensível e, salutar até, para que nos acautelemos quando formos fazer uso dos serviços bancários nas agências. Agora; ficarmos surpresos e pasmados, aí não...

E digo o porquê: atente-se, que o setor bancário foi o segmento que mais teve lucro no ano passado. Estratosférico, pode-se afirmar. Dentre os bancos, o do Brasil, foi o que mais rendimentos teve.

Compreensível, as taxas bancárias e juros escorchantes são um assalto à mão armada. Uma obscenidade em se tratando de juros quando é você que tem que pagar a instituição, quando a situação é inversa, parece piada manjada do Tiririca.
Obscenidade também pode ser classificado os serviços prestados. As intermináveis e famigeradas filas são um exercício à paciência que põem à prova qualquer um.

Não raro é encontrar um funcionário com cara de poucos amigos e que responde em monossílabo quando vai-se solicitar alguma informação ou ajuda com aquelas complicadas máquinas de caixas expresso. Expresso como, se são funções das mais variadas tanto quanto inúteis?

Uma instituição que aufere lucros tão absurdos e paga subsalários ao seu funcionalismo, pouco se importa com o contentamento de seus “frequeses”, ainda que as caras e belas propagandas do horário nobre denotem o contrário. 
A segurança prestada aos clientes destas, é uma temeridade. Revestindo-se tão somente a portas giratórias que somente impedem ao cidadão de bem e nunca a bandidagem, que dificilmente vai usá-la, quando da ação delituosa.

Os seguranças terceirizados, coitados... munidos somente com os velhos “trezoitão” parecem mais menino de baladeira contra um canhão americano na iminente guerra da Coréia... uma piada.

O interessante, é que querem e exigem uma pronta ação da polícia no combate aos assaltos. Sim, claro, é patrimônio alheio e, em sendo, lá deve estar a força policial para resguardá-lo. Entrementes, por serem instituições “multimilionárias”, dever-se-ia elas primarem pela segurança própria, ou, efetuarem uma contrapartida pecuniária às polícias para custeio de combustíveis, armamentos, munições e possível amparo previdenciário aos familiares dos policiais que tombassem ou fossem feridos em ação de combate a assaltantes de bancos.

Talvez questionar-se ia e, se diria: besteira. A segurança deve ser linear e na mesma medida; tanto do favelado ou morador de rua, como quanto aos banqueiros sanguessugas. Sim, verdade. Todavia, na prática isso não ocorre. Quantas vezes você não viu uma composição da PM defronte a uma agência bancária patrulhando, enquanto nossas casas e ruas ficam desguarnecidas?

Não se apavorem pela destruição da agência da vizinha e bela Jijoca, saiba que todos nós que usuários somos deste banco, já pagamos a conta, com juros e dividendos; preventivamente, acredite...



quinta-feira, 11 de abril de 2013

A FALTA DE SINAL EM MINHA VIDA...


Mais preocupante do que a falta do sinal da operadora que nos dá cobertura de sinal de celular, é a forma condicionada com que fiquei em relação ao celular sem uso prático. E pensar que ainda bem pouco tempo não tinha um, e, agora me desespero pela falta de seu sinal...

O que me faz esbravejar e entrar em descompasso pela abstinência de seu uso?

Qual o real sentido de meu apego pelas trivialidades dos colóquios travados via celulares sem vida e virtuais tanto quanto seu frágil sinal...?

O que me faz perder a naturalidade da beleza que é a dos olhos nos olhos e a alma das conversas tidas em pessoa...?

O que me tornei por ter me feito escravo da “betalização” de um serviço que proporciona a mim a gratuidade do que não tem preço, minha solidão...?

Qual o meu mundo que não o da voz digitalizada recebida e enviada sem que necessária seja pra mim...?

O que me faz sentir mais distante pela falta de um sinal de operadora, se quem desejo está mais próximo do que eu possa perceber e ir ao seu encontro com a estampa do sorriso convidativo...?

Estou sem sinal, onde estou...?

Quem sou...?




Gostou???? Pois comente!!!!

domingo, 7 de abril de 2013

PARÓQUIA DE CRUZ – 55 ANOS DE CRIAÇÃO: RETALHO HISTÓRICO DA VIDA RELIGIOSA DE CRUZ


CAPELA

Consta digno de registro histórico, no Livro de Tombo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Acaraú, a transcrição de uma carta de Dom Joaquim José Vieira, então 2º Bispo do Ceará, datada de 14 de setembro de 1885, que enaltece a pessoa de Francisco Bernardino Albuquerque, designado como instituidor pelo seu empenho na disponibilização de seus próprios recursos, bem como, na captação de mão de obra junto à pequena comunidade de Cruz, para a edificação da capela consagrada que foi a São Francisco.

No já distante ano de 1884, no vigésimo dia do mês de dezembro, a pequena capela, recém erguida, foi abençoada solenemente pelo Pe. Vicente Giffoni Patrício e com participação de pessoas vindas da Paróquia de Acaraú, onde juntamente com a comunidade local, trouxeram nesse dia, em procissão, a imagem de São Francisco de Assis que pode ser vista no altar da nave principal de nossa Matriz.

No paroquiato do Pe. Sabino de Lima Feijão foi efetuada uma grande reforma, transformando por completo a acanhada capelinha no ano de 1934 a 1938, reforma esta que foi confiada à responsabilidade de Urbano Jose da Silveira.

Além do empenho de Francisco Bernardino Albuquerque, há que se ressaltar a participação de Albano Jose da Silveira e o apoio da comunidade da bucólica e minúscula povoação, que apesar da pobreza, não se acanharam ante o grande desafio, de naquela época, edificar ainda que muito pequena, a capela que viria a se transformar em uma das mais belas e confortáveis igrejas do Vale do Acaraú.

Com uma reforma estrutural que veio a mudar por completo as feições interna e externa, mas sem fugir do plano original, que lhe confere traços de uma arquitetura colonial. Obra realizada no paroquiato do atual vigário, Monsenhor Valdery Rocha.

PARÓQUIA

Na então Vila de Cruz, no ano de 1943, por iniciativa do Pe. Jose Inácio Mendes Parente sonhou-se com a criação da Paróquia de São Francisco da Cruz, que teve como seu maior entusiasta, Celso Araújo, que juntamente com vários outros ilustres da época, tomou frente da empreitada, que de certo, não seria, como não foi fácil.

No ano de 1950, o sonho de ver elevada a Capela de São Francisco a categoria de paróquia foi retomado por um grupo formado pelos cidadãos Francisco Pereira de Sousa, Miguel Albano da Silveira e Raimundo Costa Sousa, que tiveram apenas a preocupação de captar o depósito que a Diocese de Sobral estabelecia como cota, no valor de cem contos de réis, que deveria ser convertido em patrimônio para a futura paróquia. Todavia, a situação de pobreza da comunidade era grande, que se retratava em um lugarejo com poucas casas, com um mercado público com comércio quase inexistente. A quantia se tornava ainda se tornaria mais vultosa por conta da grande seca que sobreveio no seguinte ano de 1951.

Afora isso, ainda tinha a comunidade de Caiçara, que àquela época, era bem mais “estruturada” do que Cruz, e formalizou uma comissão que pressionava o então Bispo, de saudosa memória, D. José Tupinambá da Frota, para a criação da paróquia com sede em seu território.

Cogitou-se também, no ano de 1956, por ocasião da celebração do Jubileu de Prata Sacerdotal do Pe. Sabino de Lima Feijão, o intento de elevar a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú em uma nova sede episcopal, assim, era condição primeira, a criação na região de um maior número de paróquias, o que tornou mais próximo o sonho de ver Cruz elevado a categoria de matriz.

Com as duas comunidades, Cruz e Caiçara, disputando a elevação, D. José, designou um jovem, que já naquela época, se destacava por seu espírito de liderança e disposição empreendedora nas atividades que executava como seminarista menor. José Edson Magalhães era a pessoa, que o velho Bispo encarregara da função de estudos e dinamização dos trabalhos pró-paróquia de Caiçara. Com a de Cruz, a função ficou com Pe. Sabino.

O então vigário de Acaraú, Pe. Sabino, vendo as dificuldades que o jovem seminarista, José Edson Magalhães encontraria em seu mister, principalmente no deslocamento, á época, a distante Caiçara, trabalho que de certo exigiria constante acompanhamento, sugeriu-lhe a troca das funções delegadas. No que prontamente foi aceito pelo menorista.

Sabia-se que a elevação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú, à sede de diocese, era um sonho mais que distante, um quase devaneio do velho Monsenhor Sabino. O que estava mais próximo de ser realizado na verdade, era a criação de uma nova paróquia na Matriz de Acaraú, mesmo diante das negativas de D. Jose Tupinabá, que apontava entre outros empecilhos, a falta de padres.

Entretanto, agora a situação mudara, o ano era o de 1958, ano em que o jovem seminarista, aquele que funcionou como articulador pró-paróquia acabara de ser ordenado no dia 19 de janeiro, de sorte, que ventos agora sopravam com mais força as velas do projeto de criação da paróquia de Cruz.

Era sabido que o pai do neo presbítero, Joaquim Magalhães, gozava de prestígio junto a Cúria Diocesana, tanto, que sua influência, ainda que não diretamente, pesou de sobremaneira na decisão de D. José Tupinabá, quando da criação da Paróquia de Cruz em detrimento a de Caiçara, já que era condição primeira para a elevação de uma das capelas, a disponibilidade de um padre que quisesse assumir e residir em tão pobres e ermas vilas, e, claro, que Joaquim Magalhães atuaria, como atuou, usando até mesmo como contrapartida os fortes laços de amizade que existia de muitas décadas entre seu avô Coelho de Albuquerque e D. José, para que seu filho ficasse em Cruz, próximo dos seus.

E essa foi a argumentação que os membros da comissão pró-paróquia de Cruz expuseram quando sugeriram o nome do Pe. José Edson Magalhães, para assumir a paróquia a ser criada.

É fato, que Joaquim Magalhães foi peça preponderante no convencimento do Bispo, motivando Miguel Albano e outras personalidades nesse intento. Isso se pode ser facilmente comprovado com o relato de pessoas desta nossa cidade de Cruz que foram contemporâneos desses acontecimentos e, que contam com riquezas de detalhes todo o histórico do movimento de criação de nossa Paróquia. Dentre alguns, mesmo marcados pelo peso dos anos, ainda gozando de prodigiosa memória – verdadeiros arquivos vivos que não se furtam de uma boa conversa sobre o assunto, onde eles versam pelos anais de nossa história, nos levando ao passado – repito - com tanta riqueza de detalhes, que é como se fossemos transportados para o cenário dos acontecimentos e quase que, estivéssemos lá através de suas narrativas.

Destes, podemos citar: Valci Costa, Osmundo Lopes, Isa Muniz, Iracema Vasconcelos, Dalvina Muniz, Edílson Fabião, entre outros.

Finalmente então, após quase duas décadas, no dia 17 de março do ano 1958, D. Jose Tupinambá da Frota, assinava a portaria de elevação da Capela de São Francisco da Cruz a dignidade de Paróquia.

Os fatos que se seguiram a este ato, foram os mais profícuos de nossa história recente, que de uma maneira profunda, mudaram a vida social, religiosa e cultural de Cruz, ato contínuo da benção dos dois paroquiatos que tivemos – Pe José Edson Magalhães e Pe. Manoel Valdery da Rocha, este ainda em vigência, e, com a certeza da providencia divina, muitos anos ainda há de durar.

sábado, 6 de abril de 2013

A FÉTIDA FALTA DE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL/EDUCACIONAL



A confluência das ruas José Malaquias com Monsenhor Sabino, no que se concerne à condições sanitária e ambiental, é, literalmente, um caso de polícia. O que os moradores das ruas em tela e outros das adjacentes sofrem com a podridão, infestação de ratos e insetos, vetores das mais variadas doenças, é vergonhoso e desumano por parte dos entes responsáveis.


Quanto se toma a Monsenhor Sabino vindo da 7 de Setembro, logo em seu nascedouro, sente-se já o incômodo do mau cheiro. Chegando ao seu final, no asfalto que dá acesso à rotatória, uma lufada pútrida e asfixiante envolve aos passantes de forma tal, que é como se se jogasse ao rosto um balde de dejetos... E de nada adianta se transeunte não for, mesmo de carro e com os vidros fechados, a sensação é a mesma.

Pergunta-se: Por que por tantos anos a municipalidade permitiu, omitiu-se e fez vistas grossas à triste realidade dos moradores deste perímetro, permitindo-se que uma lagoa – a dos Talos – fosse transformada em uma fossa a céu aberto?

A Lagoa dos Talos, mais do que um manancial que teoricamente dever-se-ia ser protegido, já que existe legislação pertinente, é cenário da história daqui. Em suas margens foi que a tosca cruz de madeira foi fincada e de onde se fundamenta a toponímia do nome de nosso município de Cruz.

Como se não bastasse os esgotos domésticos de dejetos humanos e água seviciada que lhe deságuam, ainda sofre com o criminoso uso de depósito de óleos inutilizados, dentre outros produtos químicos de postos de lavagem e combustíveis.

Ainda lembro com nostalgia, quando menino calças-curtas, por de trás do quintal da “Dona Iracema” do “Seu Manel Mundoca”, debruçado por cima do muro, via-a em seu esplendor. Águas lindamente azuis e límpidas que abrigavam carás, piabas e tucunarés fartamente pescados pelo “Tenim do Zé Antônio”...

Hoje, somente o fétido odor que atesta da governabilidade, a insensibilidade e desfaçatez silenciosa de tantos anos de descaso que é tão abjeta quanto as poluídas águas da outrora bela lagoa, onde juntamente com a falta de educação dos que dela servem-se como se uma imensa fossa comunitária fosse, escancara a falta de consciência educacional tida, já que a ambiental, parece palavra em outro idioma, quiçá, extraterrestre...

sexta-feira, 29 de março de 2013

O NOME DOS PRÉDIOS PÚBLICOS DE CRUZ


Já não era sem tempo o posicionamento do Ministério Público Estadual concernente às homenagens prestadas com as nominações dos prédios públicos daqui e alhures, que, a despeito do que preconiza a Constituição Federal, muitas cidades deste nosso Brasil, pouco importa o princípio da impessoalidade, valendo tão somente uma unilateralidade da vontade de decisão em dá nomes a prédios e logradouros públicos que, efetivamente, conste-se como único merecimento a tradicionalidade do sobrenome, pouco valendo para sua legalidade, se o homenageado é vivo ou não.


Na Recomendação 002/2013, o Senhor Promotor de Justiça desta nossa Comarca, determina o prazo de 60 (sessenta) dias para levantamento e listagem dos prédios públicos que tenham promoções à pessoas vivas e, no mesmo prazo, revogação dos atos que as arrimaram “legalmente”.

A pergunta é: Não existia assessoria jurídica nos legislativos que aprovaram estas proposituras? 

Para se prestar este tipo de laurel, se faz necessário projeto de lei e sua apreciação pela comissão de constituição e justiça do legislativo que verifica sua constitucionalidade para ir à votação em plenário. Ocorre que, qualquer leigo sabe que um projeto de lei que vise a nominar um prédio ou logradouro público deve estar consonante ao art. 37, § 1º da Magna Carta, como ainda do art. 20, V da Constituição Estadual. Entretanto, houve um claro acinte aos artigos em tela, quando foi aprovado em plenário e virou lei as homenagens ora questionadas pelo Parquet estadual.

Salutar e providencial a recomendação ministerial. A coisa pública não pode ser particularizada pela assimilação sublimada de sobrenomes que não encartam meritocracia para tal láurea, e, se houver, que seja justificada e dentro das determinações legais.