sábado, 16 de maio de 2009

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XADREZ como principio educacional, por Francisco Antonio Nascimento

O xadrez, ora tido como jogo por suas características de competição e o fator sorte estar fora de cogitação. Não se busca, com os jogos, nada além do prazer de jogá-los. Isso o xadrez proporciona. Ora, aquele é tido como uma verdadeira ciência dado sua dimensão e abrangência de conhecimento. E há quem diga ser um esporte dado seu movimento assim como pelo fato de ser uma atividade regular e por vezes metódica. Tomemos, pois, o xadrez como um jogo.
Um jogo milenar em que por si só, já o é de cultura relevante. Sobreviver ao longo dos tempos, na interação e mudanças de costumes entre povos faz-se considerá-lo como algo da sociedade – Cultural. A propósito acerca do produto da coletividade os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN'S) (2001, p.26) afirmam, o ser humano, desde suas origens produziu cultura, sua história é história de cultura, na medida em que tudo o que se faz está inserindo e reproduzindo cultura.
Ademais, também pelo seu potencial que se pode proporcionar no desenvolvimento cognitivo, no raciocínio lógico bem como na promoção da ética e moral, do respeito ao adversário. Conceber o xadrez como elemento da cultura, haja vista que este é oriundo de tempos remotos e que em alguns momentos foi atividade de uma elite privilegiada mas que aos poucos vem sendo objeto que emana do povo efetivamente. Por suas qualificações que é preciso difundi-lo para que nem só as classes dominantes tenham contato com tamanha magnitude. E não há espaço melhor do que na escola. Usá-lo como ferramenta pedagógica configura, ainda mais, sua vivacidade.
Considerando que neste jogo quaisquer um pode participar, seja homem, mulher, crianças, adolescentes, seja deficientes físicos impossibilitado de praticar uma atividade de resistência. Por ser um jogo extremamente cognitivo tem itens inclusão bem amplo, podendo ainda ser aumentado seu raio de abrangência com reformulação de regras de tal modo que perpasse os caminhos da participação plena e ativa dos jogadores. Ao passo em que respeitando as diferenças cada um pode competir e jogar de igual p'ra igual mantendo a imprevisibilidade de resultados certos.
Possibilita ainda, o desenvolvimento de habilidades e competências inerentes no currículo escolar. Além de favorecer diferentes contatos de duplas, e, grupos mistos numa cooperação e propagação de novas experiências. E por ser jogado o qual não se pode determinar o passo seguinte, e assim o professor assume o papel de mediador, orientador numa relação de professor aluno, cujos ora o primeiro ensina, ora aprende, caracterizando uma relação amistosa de aprendizagem. Não há, pois, abstenção do professor no tocante a também a aprender com os alunos. Mas para isso é preciso uma mudança de postura frente a concepção de teoria e prática assim como nos desafios que hoje enfrenta a educação.
Portanto, no jogo do xadrez prevalece o desafio como fato de cada instante. Porém, além desses é preciso que o jogo possibilite o sucesso aos participantes para fim puramente educacional. E ai, é preciso cuidado. Mas apesar de delicado, pode sim o aluno jogador tornar-se triunfante. No xadrez ainda tem a condição de empate, não menos que a derrota, mas existe um empate. Lidar com a derrota dos grandes dilemas para o jogador, apesar de comum a derrota que nos desafia, nos compromete. Fazer com que os alunos compreendam tais valores ' árduo e longo processo, por quê, as vezes, nem o professor aprendeu e construiu significado a respeito do perder. E agora como motivar aqueles levaram xeque-mate. É um ponto crucial. Pois bem, lidar com essas sensações é preciso resgatar valores intrínsecos.
Outro critério que torna o xadrez como bom jogo é o fato dele ser motivante. Pois, é imprevisível ditar uma jogada, imagine só o final do jogo. Mesmo em condições adversas e adversários distintos cada jogada é de longe premeditada. A propósito, logo de início o jogador tem vinte possibilidades podendo ser estendida para 170 setilhões já nas primeiras 10 jogadas. Nesta linha observa-se que o jogo do xadrez permite a todo instante o desenvolver de conhecimentos, condutas e comportamentos, tendo relevância na sociedade, na vivência bem como no pensamento e raciocínio lógico.
Neste escopo, o xadrez enquadra-se perfeitamente sob os princípios do Esporte Educacional, permitindo a participação de qualquer pessoa possibilitando a relação e interação coletiva no momento em que cada especificidade e diversidade são respeitadas. E ainda formando e contribuindo para a educação integral, ou seja, abrange muitos dos conteúdos escolar, e por último propicia a autonomia do jogador haja vista sua determinação e decisão frente aos lances a ser executados. Obedece também características difundidas pelos PCN'S (2001, p.28) [...] O aluno deve aprender, para além das técnicas de execução a distinguir regras e estratégias, apreciá-los criticamente, analisá-los esteticamente, avaliá-los eticamente, ressignificá-los e recriá-los.
Não obstante, compreender o xadrez como manifestações sócio-educativas assim como momento de lazer, que são garantidos na forma da lei constitucional, é um passo primordial à considerar esse jogo como elemento e instrumento pedagógico na construção do conhecimento. Neste contexto, a performance e rendimento não pode de forma alguma prevalecer sobre o fator de inclusão de todos e o direito de cometer erros. A tal ponto em que o xadrez venha se tornar no exercício de extrema técnica e se configure em mero exercício de repetição. PCN'S (2001, p.33) no entanto, a repetição pura e simples realizada de forma mecânica, pode resultar num automatismo estereotipado.
Por fim é preciso dificultar para chamar atenção.
O xadrez tem por si o verdadeiro problema a ser resolvido e causa a possibilidade de prazer funcional não mais uma mera e falácia repetição, que poderá acontecer no determinado na disposições das peças mas não irá tirá a atenção do aluno , pelo contrário, mostra-se um estado de atenção embora impulsionado pelo automatismo, pois a circunstância são outras, o desafio, há outro problema até o mesmo o lance anterior mas de maneira diferente de sair da situação.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


EDUCAÇÃO, Ministério da. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. 3° ed. Brasília: A secretaria, 2001.


3 comente esta postagem:

WILLIAM PEREIRA DA SILVA disse...

Parabéns Francisco Antonio, excelente texto sobre o xadrez, muito abrangente e esclarecedor. Espero que continue a escrever sobre o xadrez para engrandecer mais ainda esta arte milenar. Estarei divulgando e publicando este maravilhoso blog muito organizado e com conteúdo excepcional que dever ser visto por todos os profissionais da educação física e sociedade em geral. Estão todos de parabéns.

Esporte e Cidadania disse...

Obg por sua palavars e vindo de uma pessoa tão conhecedora do assunto nos deixa engrandecidos...
Um abraço e obrigado!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Muito bom mesmo esse texto sobre o xadrez,o xadrez pode sim ser usado como ferramenta no porcesso ensino-aprendizagem,resta para isso conciência sobre essa força do xadrez,e voce mostrou que sabe...parabens

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