sábado, 23 de fevereiro de 2013

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NOTAS POLÍTICAS – AUDIÊNCIA PÚBLICA



Não obstante ao tecnicismo dos números, corroborado pelas terminologias jurídicas apresentadas na audiência pública; uma verdade ficou clara e inconteste: a dificuldade que o atual gestor terá para saldar as contas do governo passado, sobretudo, em relação ao funcionalismo público.

Sobrevém ainda, do evento, uma certeza descortinada pelos números apresentados, e que nós, do povo, nunca tivemos a curiosidade de consultar através dos portais de controle de contas dos governos federal e estadual; mas a verdade é nua crua: houve uma irresponsabilidade administrativa, sobretudo, com a falta de sensibilidade para com o funcionalismo público na insolvência de seus proventos no mês de dezembro do ano ainda pouco transcorrido.

O que se conjectura desta situação exposta a todos na audiência é de que realmente somos falhos em nossa condição de cidadãos cientes do que são nossos deveres; sendo o precípuo: a fiscalização da gerencia ou ingerência da coisa pública, que deveria se dar através do acompanhamento e denúncia aos órgãos competentes dos desmandos havidos e que se configuram no escancarado enriquecimento ilícito de muitos gestores dos fundos que mantêm orçamentariamente a municipalidade.

É clara e visível a incompatibilidade salarial de um secretário ou outro assessor direto, com o patrimônio pessoal conseguido nos últimos tempos revestidos das onipresentes hilux, apartamentos na capital e casas de veraneio.

Creia-se: o calote dos servidores público, não é somente do que apenas a ponta do iceberg. Sobrevirão ainda, outros desmandos administrativos.

Falar qualquer outra coisa que não o real e que foi amplamente esclarecido na audiência pública; é ser inconsequente ou tolo. Quiçá, os dois ao mesmo tempo e na mesma medida.

Deixemos ao largo de nossa mediocridade os partidarismo e puxa-saquismos e nos irmanemos de anseios que o prefeito em início de mandato, consiga levar adiante os seus planos e projetos para o bem comum de todos nós. Afinal, se os desejos mesquinhos de quem esperam pelo seu fracasso forem confirmados, todos; todos os munícipes serão irremediavelmente prejudicados.

Atentemos-nos que, em situação bem pior, estão os nossos vizinhos irmãos, estagnados administrativa e financeiramente e comprometidos por longo prazo, pela irresponsabilidade financeira dos descalabros administrativos e políticos dos governos passados.

Ao que se apresentam, o inferno administrativo não é aqui. Eu diria o purgatório, mas o inferno não Da forma mesma que não a ilha da fantasia tida como boa de se viver.

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